terça-feira, 22 de agosto de 2006

Artigo

EU NÃO SABIA DE NADA

Com a campanha eleitoral na reta final, voltam a ser relembrados muitos fatos e acontecimentos ocorridos em passado recente, sob as barbas do Presidente.

O mais ridículo e hilário é aquele das fraudes e roubalheiras no mensalão, cuecão, correios e outros, por parte do PT, com o supremo mandatário afirmando que não sabia de nada.

Para quem desconhece, existe na estrutura da Presidência da República um órgão de peso, com centenas de funcionários que, presume-se, devem ser tecnicamente capacitados. Seu nome é ABIN – Agência Brasileira de Inteligência ( Informações), cuja missão é manter o PR informado diariamente através do RDI ( Relatório Diário de Informações) do que ocorre nas esferas políticas, econômicas, sociais, militares e científicas, sendo condensados mensalmente no chamado RMI ( Relatório Mensal de Informações).

Essas considerações são colocadas para permitir o seguinte raciocínio conclusivo:

1 – A ABIN – não sabia o que estava ocorrendo. Nesse caso, por incompetência deveria ser desativada.

2 – A ABIN – sabia de tudo mais não reportou ao Presidente. Caímos no caso anterior, por descumprimento de finalidades.

3 – A ABIN – sabia de tudo e cumpriu sua missão mas o PR ignorou os dados recebidos para proteger os correligionários.

Deve responder então por seus atos, inclusive por ter mentido à Nação.

Afirmar que nada sabia, é um deboche e uma ofensa ao bom senso e à inteligência de nosso povo.

Aroldo José Machado da Veiga
Aposentado – Especialista em Inteligência
adaveiga@newsite.com.br

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Para pensar

"Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis."
Paulo Coelho

Charge do Roque



Frase

>"Nossos Marcolas têm curso superior, exercem mandatos e funções de relevância na vida pública, são chamados de doutores e decidem a vida de outras pessoas. Vivemos a desconstrução da República"
Fátima Cleide, comparando o combate ao crime organizado em Rondônia com o trabalho da polícia paulista contra as facções criminosas.

Seu Manoel

Seu Manoel era um alentejano que morreu. Seus dois amados filhos, Joaquim e Mário prepararam tudo para o enterro: Caixão, mortalha, sapatos novos, etc.
Como Mário morava distante, ficou acertado que as prestações seriam pagas por Joaquim e depois Mário o reembolsaria. Tudo funcionou perfeitamente bem durante as primeiras 26 prestações mas, então, Mário desconfiou que Joaquim estava se aproveitando dele, dado o número grande de prestações. Resolveu tirar satisfações:
- Joaquim, gostaria de ver os recibos das prestações que tu pagaste!
- Pois não, o` Mario, ca` estão. O caixão já` esta` pago, e as demais prestações são pelo ALUGUEL do terno e do sapato!

Indexadores do Lula

Claudio Humberto

* Ilustre (e jovem) aposentado do INSS, Lula poderá pagar a dívida eleitoral pedindo aquele empréstimo consignado dos velhinhos que aparece na TV.

* Em Pernambuco, na tevê, o PT citou o Porto de Suape entre as “dádivas” do governo Lula. O projeto Suape começou há mais de três décadas.

* Do advogado João Luiz Duboc Pinau na Conferência de Direitos Humanos de Teresina (PI): “Lula comandou o governo da mutilação das esperanças".

* O senador José Sarney (PMDB-AP) foi quem obrigou o senador João Alberto (Sarney-MA) a recuar da intenção de livrar a cara dos senadores sanguessugas. Após o “Jornal Nacional” de quarta (16), Sarney telefonou ao vice de Roseana Sarney, e explodiu de irritação: “Você é louco! Vai derrotar Roseana! Trate de mudar de opinião, rapidamente.” Ele mudou.

Claudio Humberto(II)

* Dessa vez é melhor combinar antes: o amigo Lula vai precisar de R$ 900 mil para pagar a multa do TSE . Supera o patrimônio declarado (dele).

* Definitivamente, Lula renegou a profissão de metalúrgico, pela qual se tornou famoso, no ABC paulista. Ao registrar sua candidatura à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral, ele declarou como profissão "presidente da República". Conforme o TSE, é a única “profissão” que tem um único representante entre os 19.402 candidatos registrados.

* Lula ia ao sul catarinense “vistoriar” a duplicação da BR 101. Cancelou porque o mau tempo impedia o uso de helicóptero. Deveria ter ido de carro e verificar o estado crítico de estradas como a BR 470, a “rodovia da morte”.

* ...você emprestaria uma grana ao presidente Lula?

Artigo

LULA, DEVOLVE A MINHA ESPERANÇA!,
Gustavo Ioschpe


"MUDANÇA." Foi a primeira palavra dita por nosso presidente em seu discurso de posse. Quase quatro anos depois, não se pode dizer que o objetivo não tenha sido alcançado. O Brasil mudou. Não no que o presidente e seus eleitores de 2002 tinham em mente: a substituição de um modelo econômico "que, em vez de gerar crescimento, produziu estagnação, desemprego e fome". O modelo ortodoxo foi agudizado. O crescimento continuou pífio, o desemprego, alto; a fome zero ficou como relíquia de uma época de intenções tão nobres quanto inexeqüíveis.

A desigualdade caiu e a miséria diminuiu, é verdade. Mais pelo empobrecimento dos ricos do que pelo enriquecimento dos pobres. A pobreza continuará se reproduzindo. Na educação, chave para qualquer possibilidade de desenvolvimento sustentado, os retrocessos foram muitos. Fim do Provão e o engodo do Prouni, promessas de mais e mais dinheiro quando se sabe que o problema não é financeiro, mas de qualidade.

O Brasil ficou mais violento. Acomodamo-nos a uma situação de guerrilha urbana. Viramos reféns. Mas tudo isso pouco importa. A marca desse mandato foi o aniquilamento das esperanças que tínhamos em relação ao país. Sempre acreditamos que, removidos este e aquele obstáculo, alcançaríamos os países desenvolvidos. Duvido que muitos ainda pensem assim.

Esse presidente chegou ao poder amparado em dois pilares: a criação de um novo modelo econômico e a ética na gestão pública. A primeira já havia sido abandonada na Carta ao Povo Brasileiro. A segunda foi enterrada por uma volúpia jamais vista no assalto aos cofres públicos.

A espinha dorsal da idéia republicana foi rompida em ao menos duas ocasiões: quando recursos públicos foram desviados para comprar voto de parlamentares e quando o Estado usou de suas instituições para violar o sigilo bancário de um zé-ninguém. A desfaçatez e a canalhice não conheceram limites.

E nós, sociedade, não demos um pio. Porque a nossa moralidade também já foi carcomida pelos pequenos delitos que vemos e cometemos todo dia. Sobraram poucas freiras nesse bordel. Para onde quer que olhemos, só vemos mensaleiros, sanguessugas e patifes. Esse é o crime desse governo: roubou-nos a esperança. E tudo indica que daqui a quatro anos olharemos para esse repugnante ano de 2006 e pensaremos: éramos felizes e não sabíamos!

sábado, 19 de agosto de 2006

Para pensar

“Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza.” (Sêneca)

Charge do Roque



Frase

"Paises emergentes estão em expansão. O Brasil continua na emergência."
Thomas Korontai - Presidente do Instituto Federalista

Próximo debate...

Opinião

QUEM SOMOS
Niterói, 16 de agosto de 2006.



A identidade de cidadão brasileiro está sendo destruída, máxime pelo descaso que a leva no conceito da política nacional em geral. Piora, ainda mais, quando não se vislumbra liderança em nenhuma agremiação partidária que manifeste a indignação nacional.

Quem somos? Somos seres que vivem das esmolas oficiais implantadas pelo governo? Somos pessoas que deixaram de ser cidadãos? Somos os cordeiros da máfia política? Somos filhos sem pátria? Somos homens como ratos? Somos dependentes dos falsos dândis? Por fim, somos a inércia viva e desprovida de esperança? Não! Somos o que somos e não o que dizem sermos. Basta olharmos ao espelho e ver o nosso dia.

Não existe governo perfeito. Pois a excelência da atividade administrativa é alvo de constante busca de um administrador.

Está no significado da palavra que ser político é se astuto e esperto, porém não para fazer desses adjetivos o mal.

A corrupção, pela infelicidade da nação, já está instalada nos três poderes. Assim, prevalece o ditado: “Quando a cabeça não pensa o corpo paga”. O governo é a cabeça e o povo é quem paga. Que vergonha! Acorda Brasil!

Um forte abraço,

VILMAR BRUNO
NITERÓI - RJ

Piada

Uma bicha chegou ao mercado e disse:
- Me dê um quilo de salame por favor?
O rapaz perguntou:
-Inteira ou fatiada?
A bicha nervosa respondeu:
- Inteira! Tá pensando que meu traseiro é cofrinho?!?!?!

Rua

Claudio Humberto

* Sugestão para novo panfleto do candidato Lula: “Combati a ética, diminuí o salário, aumentei as fronteiras do Brasil e inventei o empréstimo-fantasma”.

* José Dirceu provocou, ao comentar a entrevista de Lula ao Jornal Nacional: “Parece que a Globo está querendo provar que é independente, de quem?”

* O deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) refresca a memória de Lula: quem demitiu o então ministro José Dirceu foi o ex-deputado Roberto Jefferson, ao recomendar, na CPI: “Sai daí, Zé, sai rápido”. Saiu.

* Carros alugados pela prefeitura de Macapá (AP), cujo titular, João Henrique (PT), foi preso pela Polícia Federal na Operação Pororoca, circulam com adesivos do governador Waldez Góes (PDT) e do senador Sarney (PMDB).

BRASILEIROS JÁ PAGARAM MAIS DE R$ 500 BILHÕES EM TRIBUTOS NESTE ANO

O Brasil já pagou neste ano R$ 500 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. A marca foi batida na tarde de quinta-feira(10/08/2006), por volta das 15h40. Em 2005, os mesmos R$ 500 bilhões só foram arrecadados no dia 6 de setembro, ou seja, houve uma antecipação de 27 dias neste ano. De acordo com o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, a arrecadação tributária teve um aumento nominal de 13% e real (já descontada a inflação) de 6,22% em relação ao mesmo período de 2005. O IBPT calcula que a arrecadação de R$ 500 bilhões seria suficiente para alimentar toda a população brasileira por 14 anos ou para construir 18,5 milhões de casas populares.(vide-versus)

Artigo

LIMITES
Glauco Fonseca


Sem delongas e com franqueza, o que estamos assistindo é resultado de um processo que se alastra desde o início do governo Lula. E a síntese do processo é o alastramento da corrupção como ferramenta de gestão, de locupletação e, de quebra, de perpetuação no poder. Nesta ordem.

Desde o flagra em Waldomiro Diniz, passando pelo escancaramento do mensalão e, mais recentemente, das sanguessugas, o processo de corrosão da moral pública é patrocinado por um governo lascivo, incapaz de dialogar e de respeitar o que é público. Vilanizar o eternamente depauperado Congresso Nacional é uma estratégia que, neste caso, serve muito bem aos fornecedores, serve muito bem aos ordenadores e serve melhor ainda aos corruptores. Pela consistência sempre frágil do congresso, por sua fraqueza inerente – eis que síntese do que há de melhor e de pior na vida nacional – e acima de tudo por conta de sua perene presunção de honestidade sem muita convicção, é muito bom que haja um bando de deputados e senadores a bater, que esteja sempre à mão caso se queira desviar a atenção de algum assunto mais constrangedor aos grandes chefes.

Daí que matar policiais, queimar ônibus, tirotear delegacias ou balear agências bancárias, tudo de modo covarde e sorrateiro, é apenas um apêndice da desordem social que se deriva da permissão de roubar, de corromper e de ser corrompido. Seqüestrar jornalista de uma grande rede de TV é, além de um ritual perverso e terrível, uma demonstração de que, sim, o poder está definitivamente muito mais forte do lado errado. Mais do que isto, que o poder criminoso e armado está, por conta da conduta dos nobres representantes da república em todos os poderes, devidamente autorizado, até porque perdeu o temor pela sanção, perdeu o medo de ser capturado, julgado e preso. Em resumo, perdeu a vergonha de ser criminoso.

Onde começa o novelo e termina a novela, os brasileiros não sabem mais. O fator que prepondera é que a desobediência é quase regra. E muito bem ensinada.

Começa-se pela denúncia de um deputado que, logo em seguida, é absolvido por seus pares. Cassação é pecado num congresso como o do Brasil. Depois temos denúncias de filho de presidente ganhando empresa, amigo de presidente pagando conta, ministro da república quebrando sigilo bancário, outro ministro é chefe de quadrilha, dólares de Cuba, prefeitos assassinados e muito mais, tudo isso serve de inspiração aos que desejam o fim da hipocrisia proposta pelos poderes nacionais.

A deputada que dança não perde seu mandato, assim como o senador que chama o presidente de ladrão. A filha que engendra o esmagamento dos crânios de seus pais brevemente deixará o cárcere, o tesoureiro do partido do presidente está livre da justiça, assim como os donos das agências de propaganda e os gerentes dos valores que foram canalizados através de suas influências. Então queremos o quê, mesmo?

Queremos que a justiça se faça quando um juiz rouba 170 milhões e devolve pouco mais de 10% e, ainda por cima, desfruta de uma prisão domiciliar que faz inveja a 170 milhões, só que de brasileiros? Queremos justiça depois que o ministro da comunicação manda que se pague ao amigo uma dívida que poderia ser discutida pelo menos por mais 10 anos?

O seqüestro do repórter da Globo foi apenas mais um episódio.

Não teremos coisas semelhantes apenas se tivermos mais sorte do que juízo.

E, ao se concretizarem as últimas pesquisas, a sorte é a única coisa que nos restará.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Pra pensar

Se você tiver de parar um pouco, fique sentado, mas sempre olhando para frente, nunca para o caminho já percorrido.
Provérbio chinês