quinta-feira, 8 de junho de 2006

A Farinha é igual só muda o saco



PSOL, PT e PSTU enfrentam saia justa por ligação com invasores

Candidata à Presidência, Heloísa Helena do PSOL, defendeu que nenhum partido fosse responsabilizado
João Domingos

BRASÍLIA - O PSOL da senadora Heloísa Helena (AL), candidata à Presidência da República, e o PT, partido que está no governo, ficaram em situação difícil por causa dos atos de vandalismo praticados contra o Congresso por parte de integrantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), ligado aos dois partidos e também ao PSTU, que não tem representação parlamentar.

Imediatamente após o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP) anunciar que havia mandado prender todos os responsáveis pela depredação da Casa, a deputada Luciana Genro (PSol-RS) pediu que ninguém fosse preso e nenhum partido fosse responsabilizado e afirmando que "não é hora de responsabilizar ninguém".

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) procurou justificar o ato dos sem-terra como uma manifestação de indignação com tudo o que vem ocorrendo no País. "De certo modo, repetiram aqui o que aquele advogado do PCC (Sérgio Wesley da Cunha) disse na CPI do Tráfico de Armas, que havia aprendido a malandragem aqui".

Ivan Valente (PSOL-SP) e João Alfredo (CE), líder do PSOL, fizeram uma espécie de "cerco de proteção" em torno de Bruno Maranhão, o principal líder dos atos de vandalismo. O objetivo seria "proteger" o chefe da polícia. Por sua vez, o senador Sibá Machado (PT-AC) cumprimentou os sem-terra e posou para fotografias com os invasores.

Alvo errado
Candidata, Heloísa Helena reprovou a invasão da Câmara dos Deputados, mas registrou que os manifestantes podem até ter reivindicações legítimas e importantes, mas erraram na forma de apresentá-las e no alvo escolhido para fazer as cobranças.

"O endereço está errado. Quem define a política de reforma agrária está do outro lado da Praça dos Três Poderes, está no Palácio do Planalto. Se o governo Lula não faz a reforma agrária é porque imita o governo anterior e não tem coragem de fazê-lo. Pode ser que por outra motivação, inclusive política, eles resolveram não fazer a manifestação lá", afirmou Heloísa Helena.

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