Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

Hoje é dia Dela


Vamos pedir a ela, paz, saúde e amor. Façamos também uma oração por todas as crianças do nosso planeta.

Piada - Especial Dia das Crianças

Lulinha e a Vidraça da Cantina

Lulinha chega em casa, de volta da escola, e, como não sabe ler, leva um bilhete para a mãe.

A mão ao ler o bilhete, revoltada diz:

- Lulinha, você quebrou a vidraça da cantina da escola? Por que você fez isto?

Ao que Lulinha responde:

- Mãe, eu tava lanchano, e os minino tava jogano bola, e o Tótó (Totó era o cachorro que sempre o acompanhava) estava com eles. Eu não vi nada, não sei de nada. Se quebrou foram eles ou o Totó.

A mãe lhe diz então:

- Mas Lulinha, o Totó nem foi com vc hj para escola. Ele estava com seu Pai buscano Cesta Básica que o Governo da Arena tá dando. E mais, a professora escreveu aqui que foi você que quebrou a vidraça.

Lulinha responde:

- A professora deve estar livrando a cara de outro aluno de quem ela 'puxa saco', deve ser algum aluno que o Pai é da Arena! Por que a professora num mi dissi? E quanto ao Totó, eu nem sei si ele foi na iscola hoji, como vô sabê se foi ele que quebrô a vidraça?! Eu não vi nada, não fiz nada e não sei de nada.

Moral da História: Pau que nasce Torto, cresce torto e morre torto.

Pense

"A luz não vem ao mundo para zombar das trevas; mas sim para iluminá-las."
Zálkind Piatigórsky

Charge do Roque



FRASE

"Depois de seu partido comprar dossiê, e de seu governo mostrar uma refinaria que não existe e inaugurar obras que nem começaram, o presidente Lula resolveu falsificar até aplauso".

Senador José Jorge (PFL-PE), candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin, sobre a edição do discurso de Lula na ONU usada na propaganda eleitoral do PT

BESTA

Claudio Humberto

* O site internacional de notícias Bloomberg (www.bloomberg.com) atribuiu a grande valorização do real a uma possível alta nas pesquisas do candidato Geraldo Alckmin. Segundo o site, a simples especulação de que Alckmin pode superar Lula nas próximas pesquisas na corrida presidencial fez com que o real se fortalecesse, “pois ele apóia a diminuição de gastos e o corte de impostos governamentais”.

* Pode resultar em punição do Tribunal Superior Eleitoral a participação do presidente Lula no programa do candidato do PSB ao governo pernambucano, Eduardo Campos. Além de aparecer duas vezes no horário eleitoral de Pernambuco, manobra que o TSE já considerou ilegal, Lula pediu "voto casado" para o candidato do PSB, partido que não fez aliança com o PT em nível nacional. Essa é a argumentação dos advogados do atual governador Mendonça Filho (PFL), que representaram contra Lula no TSE.

* No debate, Lula precisou “colar”, lendo dados sobre o próprio governo e até perguntas escritas por assessores. Provou que não sabe de nada mesmo.

* Apesar de os bajuladores dizerem o contrário, o próprio Lula reconheceu, na intimidade, incrédulo, que perdeu o bate-boca com Alckmin.

* Ao final do debate, domingo, Lula agradeceu “aos telespectadores da Rádio Bandeirantes”. Telespectadores de rádio?

* No debate, Lula usou 19 vezes a palavra “bravata”, ao se referir à fala de Geraldo Alckmin. Tamanha fixação tem um nome, em psicanálise: projeção (o “paciente” vê a si mesmo no interlocutor).

* A Caixa é uma mãe: a vinte dias do segundo turno, dispensou licitação e fechou contrato de R$ 310 milhões com a multinacional IBM, para fornecer equipamentos por um ano e suporte técnico e manutenção por 16 meses.

* O senador Saturnino Braga (PT-RJ) acolheu o bordão que ninguém agüenta mais: os escândalos do governo estariam sendo investigados “como nunca neste País”. Deve ser por isso que os 40 da quadrilha do mensalão estão presos. Ah, não estão presos?

* O logotipo do governo de Hugo Chávez é “Venezuela, agora é de todos”. Qualquer semelhança com o “Brasil, um país de todos” de Lula não é mera coincidência.

* Não está pegando bem no Chile o acordo de Evo Morales e Hugo Chávez para a construção de bases militares na fronteira, inclusive do Brasil. O governo chileno se diz “atento”. Nossos arapongas talvez estejam também.

* O prefeito de Londrina (PR) é do PT e nasceram na cidade o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e o influente secretário particular de Lula, Gilberto Carvalho. Mas Alckmin teve 68,38% dos seus votos, contra 17,79% de Lula.

* Não é piada, nem provocação: na porta do gabinete do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), que enfrenta risco de cassação por envolvimento no escândalo dos sanguessugas, está escrito: “Doe sangue”.

* Preso pela operação Pororoca, da Polícia Federal, Sebastião “Bala” Rocha, ex-senador, foi eleito deputado federal no Amapá, com 9.009 votos.

* Novo prato na culinária eleitoral: chuchu com pimenta.

PETISTAS REAGEM COMO DESESPERADOS

Chamam Alckmin de pitbul, homem de plástico, desrespeitoso

Para não confessar que subestimavam Alckmin e foram surpreendidos por sua energia, firmeza e competência no debate da Band, o comando petista iniciou uma campanha atabalhoada para desqualificá-lo. Enquanto Marta Suplicy, com gritinhos, chamava-o de “homem de plástico”, o ministro Tarso Genro (que já organizava o futuro governo Lula) dizia que Alckmin havia se revelado um cão pitbul treinado para atacar. Os petistas reclamavam que Alckmin foi “desrespeitoso” com Lula, que, para eles, não deve ser tratado como candidato, mas como Presidente da República.

No fim do dia, o conjunto das reações petistas recolhidas pelos jornais indicava que o grau de desespero dos partidários de Lula denuncia a percepção de que houve uma virada e que a tendência de crescimento de Alckmin verificada no fim da campanha do primeiro turno ganhou nova intensidade. Em alguns Estados – especialmente no Rio Grande do Sul, onde o PMDB local desembarcou maciçamente na candidatura Alckmin, e Minas, onde a disposição de Aécio Neves para trabalhar por Alckmin aumentou – as indicações de crescimento do candidato da Oposição encorajam previsões otimistas. Alckmin já tem votos para ser considerado favorito.

ALCKMIN VIROU O JOGO E LULA DESESPERA

No dia seguinte ao debate na Band petistas prometem revanche

Depois de haver anunciado que decidiria o segundo turno no debate da Rede Bandeirante marcado para o dia 8 de outubro, domingo, Lula amanheceu na segunda feira, 9 de outubro, dando sinais de desespero. Chamou Alckmin de delegado de polícia – por havê-lo interrogado sobre o R$ 1,7 milhão apreendido com os petistas que negociavam o dossiê fajuto da família Vedoin – confessando dessa forma quanto foi abalado pela firme inquirição sobre a conspiração dos seus partidários para atingir a Oposição.

Lula havia prometido aos ministros que o acompanhavam em São Paulo – e que foram com ele para os estúdios da Bandeirantes – que tinha “pena do pobre do Geraldinho” pelo massacre que iria lhe impor no debate, enquanto prometia “se querem discutir ética, eu topo, esse tema é meu e ninguém tasca”.

Moral da história: Lula foi “massacrado” por Geraldo Alckmin, o tema ética o deixou mal e, principalmente, inverteu-se a expectativa de que decidiria a seu favor o segundo turno. Alckmin, depois do debate é o favorito.

... E no fim da tarde, o ex-ministro Jacques Wagner anunciou que Lula se prepararia melhor para o próximo debate, ou seja, admitiu que Lula foi muito mal na Band. (Política & Verdade)

Arnaldo Jabor

Páginas de crimes dos jornais mostram a insuficiência da política

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Artigo

UMA BURCA PARA ALCKMIN
Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga


Os resultados do segundo turno surpreenderam. Pelo menos diante do que mostravam todos os institutos de pesquisa. Parecia impossível que outro candidato à presidência da República pudesse superar o poderio econômico e político do presidente e candidato do PT.

Despido da fantasia de “Lulinha paz e amor” confeccionada por Duda Mendonça, um Lulão rugia raivoso nos palanques, como nos bons tempos em que incitava operários à greve. Nada poderia impedir que ele continuasse no cargo. Luiz Inácio mandava os adversários se prepararem para 2010. Falava de sua tentação de fechar o Congresso e, num daqueles freqüentes ataques de egolatria, se comparou a Jesus Cristo e a Tiradentes, assumindo seu papel predileto de vítima tão rendoso em termos de votos.

Nem mesmo o escândalo do caríssimo dossiê, forjado para incriminar José Serra, e que seria pago aos Vedoin das sanguessugas, poderia macular o homem mais ético do país. Aquilo fora idéia desastrada de seus fiéis e aloprados meninos para incrementar a campanha de Aloizio Mercadante. Mais um escândalo, menos um escândalo, não faria a menor diferença, pois todos sabem que o presidente nada sabe. Não sabe, inclusive, quem é seu guarda-costas Freud, que o acompanha há dezessete anos. Tão pouco sabe quem é Ricardo Berzoini, seu ex-ministro, ex-coordenador de campanha, companheiro de longa data. O presidente nunca ouviu falar dos aloprados petistas Osvaldo Bargas, Jorge Lorenzetti (churrasqueiro oficial), Expedito Veloso, Gedimar Passos, Valdebran Padilha, Hamilton Lacerda (coordenador de comunicação da campanha de Mercadante). Além do mais, existe o recurso à teoria da “culpa das elites”, pois o presidente da República não representa a elite do poder juntamente com os companheiros de governo. Da elite fazem parte os que o perseguem implacavelmente. Uma fantasia paranóica e tanto, mas que funciona.

Na certeza do apoteótico triunfo, o discurso da vitória de LILS já estava pronto. A festa na avenida Paulista, programada pela CUT, seria estrondosa. Tarso Genro já convocara os demais partidos para se unirem em torno do governo petista. Mas as urnas, contrariando prognósticos e palpites, mostraram que Geraldo Alckmin havia passado para o segundo turno. Susto na corte. Pânicos entre as hostes vermelhas.

Nos Estados, muitas das previsões das pesquisas ditas científicas também esboroaram. Exceto onde seria óbvio o resultado, como em São Paulo e Minas Gerais, que registraram estrondosa vitória dos candidatos do PSDB José Serra e Aécio Neves. Na maioria do país, o resultado das urnas não correspondeu aos das pesquisas. O que dizer, por exemplo, do que aconteceu no Rio Grande do Sul, no Paraná, na Bahia? Decididamente, as previsões meteorológicas, hoje dotadas do recurso de satélites, são bem mais confiáveis.

Se a campanha havia se desenrolado sem graça, com petistas esperançosos mas envergonhados, sem coragem de pôr adesivos de Luiz Inácio nos carros, o segundo turno ameaça pegar fogo. Geraldo Alckmin que se cuide. Dele se espera que ande de burca, pudico, calado, quase oculto para não empanar o brilho do Lulinha paz e amor. Tudo que Alckmin falar, tudo que fizer, será usado contra ele por petistas, exímios oposicionistas sempre tomados pela fúria sacrossanta da causa que tudo justifica. E se não houver motivo para abater o adversário, eles inventam. O dossiê é a prova mais recente de como os companheiros são especialistas em forjar provas, atacar reputações de forma leviana, agir de modo inescrupuloso para manter o poder. O PT, nem Freud explica. Só Lombroso. Para piorar, Alckmin tem contra si muitos de seus correligionários e aliados.

Assim, quando Garotinho e sua mulher, a governadora Rosinha, apresentaram seu apoio a Alckmin, o fato foi transformado em heresia. Garotinho serviu para ter Benedita como vice quando foi governador. Serviu para apoiar Luiz Inácio, em 2002, no segundo turno. Serviu para dar apoio a candidata do PSOL, Heloísa Helena. Mas Alckmin tem que andar de burca. Não importa se Luiz Inácio tem o apoio de Fernando Collor, de Newton Cardoso, de Orestes Quércia, se gosta quando Maluf o chama de honesto. No Rio, o palanque do candidato e presidente é composto pelos seguintes aliados: Marcelo Crivella (bispo da Igreja Universal que antes via em LILS o demônio em pessoa), Benedita da Silva (que em 2004 foi mandada embora do Ministério da Assistência Social por fazer viagem particular às custas do governo), Luiz Fernando Pezão (indicado por Garotinho como vice na chapa do candidato a governador Sérgio Cabral), Sérgio Cabral (apoiado por Garotinho no primeiro turno), Márcio Fortes (afilhado de Severino Cavalcanti, que assumiu o Ministério das Cidades em 2005), Francisco Dornelles (ex-ministro do Trabalho de FHC) e Luiz Paulo Conde (lançado na política por Cesar Maia).

Conclusão: se Alckmin vencer, poderá ser considerado um prodígio de determinação e o maior gênio da arte de fazer política que o Brasil já viu.

Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

Frase

“O Brasil tem um Estado muito grande, mas fraco".

Albert Fishlow, diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Columbia (EUA).

Charge do Roque



Pense

"Um amigo é uma pessoa com a qual se pode pensar em voz alta."
Ralph Waldo Emerson

Piada

O mendigo bate à porta de uma dona de casa e pede uma esmola.
- Puxa, mas o senhor me parece tão forte e sadio, por que será que não consegue achar trabalho?
- Sei não, madame! Acho que é pura sorte!

Utilidade

Claudio Humberto

* O PT já se arrependeu da escolha da ex-prefeita de São Paulo para coordenar a campanha de reeleição do presidente Lula no Estado: pesquisas internas mostram que permanece inalterada a imensa rejeição do eleitorado a Marta Suplicy. A antipatia do eleitorado paulista à ex-prefeita foi decisiva na sua derrota para José Serra, em 2004, e inviabilizou sua pretendida candidatura ao governo do Estado: ela conseguiu perder, nas prévias do PT, para o senador Aloizio Mercadante, que não tem entre suas qualidades a simpatia.

* A correspondente do jornalão francês, Annie Gasnier, concluiu em artigo que o tom do segundo turno, dia 29, foi definido pelo debate de domingo: será muito agressivo. O tom agressivo de Alckmin, alinhando os temas abordados com os escândalos do governo, surpreendeu Lula, diz Gasnier. Na defensiva, o presidente, que após as primeiras denúncias em 2005 se disse “traído” e que “não sabia”, prometeu esclarecer a origem do R$1,7 milhão (do dossiê). O Le Monde assinala que no debate, Lula afirmou que “a ética consiste em punir”, referindo-se aos ministros e colaboradores que deixaram o governo. O respeitado jornal francês fala ainda da acusação de Alckmin ao Aerolula – e “a Lula restou ficar na defensiva”.

* No debate deste domingo, o presidente Lula se disse "o mais interessado" em descobrir quem montou o famigerado dossiê. E deixou no ar uma "promessa" cabulosa: "Pode demorar um ano, dez anos, um dia a polícia vai descobrir". Deu atestado de que se trata do maior mistério que um presidente já enfrentou. Que tal chamar Sherlock Holmes?

* O Ministério da Fazenda renovou seu contrato com a agência de turismo Trips Passagens e Turismo Ltda. Pode gastar até R$ 9.825 por dia.

* O deputado Rodrigo Maia (RJ) não se surpreendeu com o uso do correio eletrônico do Senado, no gabinete de Tião Viana (PT-AC), para propaganda eleitoral: “Não é a primeira vez que o PT utiliza a máquina pública”.

Lulla, antes X depois

ANTES
"Nós vamos ganhar essas eleições domingo, e, se alguém achar que vai para o segundo turno, pode esperar para concorrer em 2010. Porque esta nós já matamos no primeiro turno. Dia 1º de outubro é dia de a onça beber água, e essa oncinha está com sede."
Em comício no interior de São Paulo, oito dias antes do primeiro turno

DEPOIS
"Não venci porque não venci. Não tinha eleição ganha. O fato concreto é que faltou voto para a gente ganhar no primeiro turno."
Em entrevista coletiva, um dia depois da votação(Revista Veja)

PT: dossiês eram uma decisão do partido, que tem de ser cassado

O senador Aloizio Mercadante até pode ter posto os seus soldados na trama do dossiê, mas uma coisa resta evidente: NÃO SE TRATA DE UMA ARMAÇÃO DO PT PAULISTA COISA NENHUMA. Não é loucura dos “aloprados”. É um método. Eles foram pegos tentando ferrar a candidatura de José Serra em São Paulo. Mas também queriam pegar ACM na Bahia. E há indícios de que andaram passando por Minas. Fica a cada dia mais evidente que se tratava de uma decisão do PARTIDO DOS TRABALHADORES, do seu comando, numa esfera de decisão da qual não há como Lula não participar. O ministro Tarso Genro pode espernear o quanto quiser. O PT é isso aí: tentam ganhar nas urnas e na trapaça. É por isso que chamam decisão judicial de “tapetão”, de “golpe”. Chegou a hora de pedir a cassação do registro do que se mostra mais organização criminosa do que partido político.(Blog do Reinaldo Azevedo 06/10/2006)

Arnaldo Jabor

Ciclo da corrupção é recompensado nas eleições
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Artigo

LULA E A ONDA
Fernando Rodrigues - Folha de SP


Integrantes da cúpula petista admitem em privado a formação de uma onda anti-Lula pelo país. Acreditam que o "dossiegate" tenha colado no presidente-candidato. Se o segundo turno fosse em janeiro, funcionaria a tática de negar envolvimento e esperar a tempestade passar. Quase nunca se perde dinheiro ou eleição apostando na memória curta do brasileiro. Mas a eleição está logo aí.

A campanha neste segundo turno é previsível. Geraldo Alckmin apontará o dedo diariamente para o baixo padrão ético de parte dos petistas nesta reta final. Para debelar a crise, Lula parece disposto apenas a repetir a ladainha do "não sabia". O tempo exíguo corre contra o petista.

O maior ponto de interrogação até agora sobre o "dossiegate" é a origem do dinheiro. Está em cartaz um espetáculo surrealista. "A PF está investigando", dizem os petistas. Ocorre que todos os manipuladores das cédulas de real e de dólar eram e são do PT. Por que Lula, Ricardo Berzoini (presidente do PT) e Aloizio Mercadante não determinam aos envolvidos que contem a história completa?

Há duas respostas possíveis para essa pergunta. Primeiro, Lula, Berzoini e Mercadante não têm comando do partido, vivem no mundo da Lua e são absolutamente incapazes de executar tarefas executivas. A outra hipótese é a verdade sobre o dinheiro não poder vir a público, porque enterraria de uma vez o sonho reeleitoral do PT -e alguns acabariam na cadeia.

Sem esclarecer de onde surgiu o R$ 1,7 milhão do "dossiegate", só resta a Lula contar com uma eventual rápida perda de memória dos eleitores. A onda "dossiegate" passaria, como passou a do mensalão. Seria uma tarefa talvez exeqüível em alguns meses, mas dificílima em menos de quatro semanas.

Terça-feira, 10 de Outubro de 2006

Pense

"As más companhias são como um mercado de peixes; acaba-se acostumando com o mau cheiro."
Provérbio Chinês

Charge do Roque


Frase

"Reeleger Lula equivale a avalizar a imoralidade administrativa, a corrupção, o mensalismo, o vampirismo, o golpismo, a incompetência, a chantagem, a prepotência, o suborno"

Senador Arthur Virgílio (PSDB)

Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006

Frase

"Este é um país em que as prostitutas gozam, os traficantes cheiram e em que um carro usado vale mais que um carro novo. É ou não é
um país de cabeça para baixo?"


Tom Jobim, cantor e compositor brasileiro

Charge do Roque



Pense

"Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si, com muita paciência e amor reconstrua-a. Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão, sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante, você é a sua criação mais valiosa. Não olhe para trás. Não olhe para os lados. Olhe somente para dentro, para bem dentro de você e faça dali o seu lugar de descanso, conforto e recomposição. Crie este universo agradável para si. O mundo agradecerá o seu trabalho."

Brahma Kumaris

Claudio Humberto

* A prefeitura de Guarulhos, do petista Elói Pietá, distribuiu antes das eleições uma revista exaltando seus programas sociais. A prefeitura nega crime eleitoral. A mulher do prefeito foi a deputada mais votada na cidade.

* Chegou ao Palácio do Planalto a advertência: embora seja da turma de Delúbio Soares, Hamilton Lacerda não é como o ex-tesoureiro de Lula e do PT: não tem “estrutura” para se responsabilizar sozinho pela maracutaia.

* Para pagar R$ 1,7 milhão pelo suposto dossiê contra José Serra, bastava o PT vender em seu site 150 mil broches, 4.800 brincos, 10 mil perfumes, 20 mil camisetas e sete mil bandeirões. Mas preferiu recorrer a dinheiro sujo.

* Dos oito deputados federais eleitos em Rondônia, sete são acusados de envolvimento em crimes diversos. Um deles, o ex-senador Ernandes Amorim (PTB), foi até preso pela Polícia Federal na Operação Mamoré.

Arnaldo Jabor

Se Lula fosse eleito no primeiro turno estaria consagrada a arrogância dos métodos de campanha

Ouça o comentário

Piada

Uma mulher está preocupada pois acha que seu marido está tendo um caso.
Vai até uma loja de armas e compra um revólver. No dia seguinte, ela volta para casa e encontra seu marido na cama com outra.
Ela aponta a arma para a própria cabeça. O marido pula da cama, implora e suplica para que ela não se mate. Aos berros sua mulher responde:
-Cale a boca... Você é o próximo!

Vai um sucrilhos aí?

Artigo

LULA EVITOU NOVOS APAGÕES?
Adriana Vandoni


Hoje começarei uma seqüência de artigos para “tentar” esclarecer e alertar alguns possíveis eleitores de Lula. Aos indefinidos e ainda propensos a mudarem seu voto, peço que percam um tempinho lendo este e alguns próximos artigos que ainda virão. Nada será para enganar e, creiam em mim, serei o mais descomplicada e fiel à verdade. Raciocinaremos juntos, e vocês verão se não estou falando a verdade. Vamos lá.

Hoje falarei sobre energia e o apagão, já que todos devem se lembrar dos problemas que o apagão causou ao Brasil nos anos FHC. O país acompanhou estupefato ao acontecimento e todos nós mostramos do que o Brasileiro (com B maiúsculo mesmo) é capaz. Qual família brasileira não apagava todos os aparelhos para economizar quaisquer gastos desnecessários de energia? Quantos não tiravam a TV da tomada para não deixar nem aquela luzinha vermelha acesa?

O tempo passou, a temporada de novas chuvas chegou, e Deus nos deu as águas que abrandaram temporariamente nosso temor e o país não teve mais nenhuma crise de energia. Logo depois daquele momento Lula foi eleito, e hoje não corremos mais o risco de termos novos apagões.

Será?

Nestes anos Lula, nenhuma obra foi construída para produzir energia e evitar que novos apagões ocorram no futuro. Vocês o viram inaugurar ou mostrar alguma usina hidrelétrica em seus programas eleitorais? Poderíamos, então, pensar que isso ocorreu porque o governo não teve dinheiro para construir, não é? Então deveríamos procurar outra forma de fazer isso, estimulando que empresas privadas o façam, senão o país pára!!! Mas quais delas fariam isso sem ter um mínimo de segurança de retorno do dinheiro investido?

Eu não investiria meu dinheiro (nem se tivesse) em um negócio que tivesse dúvida de receber depois. O exemplo do que ocorreu com a Petrobrás na Bolívia é clássico e devemos utilizar como comparação, já que ela investiu lá o “nosso dinheiro” e tresloucado Evo Molarles resolveu confiscar esses investimentos. Lula não deu segurança para novos investidores virem pra cá, e pior ainda, retirou o necessário fortalecimento das agências reguladoras, que dariam segurança e estabilidade ao setor, estimulando essas novas empresas privadas a criarem novas fontes de produção de energia.

Na verdade, ficou da mesma forma como estava antes do apagão, nada foi feito para solucionar o problema. E como explicar o fato de não termos tido outro apagão? Alguém me perguntaria. Bem, esse fato nós devemos de forma indireta e transcendentalmente, a Lula.

Explico melhor: de forma indireta Lula conseguiu impedir o apagão atuando em de duas formas. A primeira foi limitando o crescimento do país, num momento em que o mundo todo cresceu. China, Índia, Coréia e diversos outros países cresceram como nunca antes, mas nossa economia não cresceu, não gerando tantos novos empregos como o governo diz ter criado. Muitos desses “novos empregados” já trabalhavam antes e apenas tiveram suas carteiras assinadas. A enganação é feita e vem sempre assim: “novos empregos”, acompanhado de “formais” ou “com carteira assinada”. Podem reparar.

Mas, voltando ao nosso crescimento pífio, se tivéssemos acompanhado o crescimento dos outros países, desprezando até o crescimento dos asiáticos, e usando apenas nossos países visinhos como comparação, hoje teríamos um novo apagão no país, pois faltaria energia para “tocar” as máquinas desses novos empregados das novas indústrias.

A segunda atuação, a transcendental, se deu pelo fato de Lula possuir um grande entrosamento com Deus. Comparando-se a Jesus Cristo, e acredito até que imagina ser um Jesus contemporâneo, Lula fez com que as chuvas viessem, e viessem justamente nos locais para encheram nossas reservas hídricas. Seu poder com o Pai fez chover nas áreas certas, para encher os lagos das usinas, permitindo-nos ainda realizar nossos trabalhos e produzir as poucas riquezas que produzimos.

Mas, infelizmente, mesmo essa vantagem não teremos mais. Creio que o demônio tenha se aproximado dele, como ele próprio disse a um amigo empresário: “não acorde o demônio que tem dentro de mim”. Provavelmente, contaminado pelos seus auxiliares corruptos, ou já tendo vendido a alma ao belzebu para se manter no poder, Lula tenha magoado nosso Pai misericordioso, e as nossas reservas hídricas já começam a escassear.

O seu amigo Evo Morales quer retirar a fonte de energia que poderiam compensar a diminuição dessas chuvas nos lugares certos. Estão paradas as termoelétricas que estariam hoje usando esse gás boliviano para compensar a falta de chuva e evitar a diminuição do nível das águas nas usinas, e já causa apreensão em quem é entendido no assunto.

Sei não, mas creio que devemos rezar e pedir que um carola assuma a presidência.

Domingo, 8 de Outubro de 2006

Pergunta



Vocês viram o Lulla segurando os papéis para ler(Pelo menos elle sabe ler)? O que era aquela tremedeira toda?

a) Síndrome de abstinência;
b) Ressaca;
c) Nervosismo.

Agende-se

Hoje é dia de debate na BAND.

Lulla X Alckmin

Frase

"Lutemos por um mundo novo... Um mundo bom, que a todos assegure o anseio de
trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice."


Charles Chaplin / Ator e cineasta inglês, 1889-1977

Charge do Roque



Pense

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o"

Autor desconhecido

Sabedoria popular

"Para votar se usa os dedos e não a bunda, portanto no segundo turno não faça cagada!"

Claudio Humberto

* A justiça eleitoral de São Paulo representou contra o deputado federal eleito Waldemar Costa Neto (PL-SP) por suposta compra de voto ao oferecer um churrasco, dia 27, a eleitores em Bertioga. Na representação, o Ministério Público Eleitoral aponta que o candidato e presidente do partido deu "a enorme contingente de eleitores presentes, em geral pessoas humildes, comida e bebida em abundância para obter-lhes os votos". Pediu que votassem nele em discurso antes da comilança, diz ainda a justiça eleitoral. Costa Neto pode ser punido com multa e cassação do diploma.

* Antonio Palocci já procura uma casa nova para morar em Brasília, agora que foi eleito deputado federal. O difícil é achar um caseiro.

* O segundo turno assustou o PT. Um ex-ministro de Lula mandou uma má notícia de Pernambuco: o clima pró-Alckmin, no Estado, é “preocupante”.

* Aloizio Mercadante (PT) foi tão fraquinho, em São Paulo, que Afif Domingos (PFL), derrotado para o Senado, teve 2 milhões de votos a mais que ele.

* As pesquisas erraram tanto que já não se pode dizer que representam o “retrato do momento”, na eleição. São, no máximo, o retrato de um jumento.

* Protagonista da “dança da pizza” – espécie de celebração à impunidade – a petista Ângela Guadagnin (SP) não se reelegeu à Câmara dos Deputados. Nem seu inspirador, o colega absolvido no mensalão João Magno (MG).

* O presidente Lula não deu as caras, domingo, para comentar o resultado da eleição. Deve ter sido porque, naquele dia, a onça bebeu (muita) água.

* Severino Cavalcanti é o primeiro suplente da sua coligação. Como Eduardo Campos (PSB) pode ser eleito governador de Pernambuco, Severino voltará à Câmara se um deputado for convidado para o secretariado do governo.

* O ex-senador Ernandes Amorim (PTB-RO) foi eleito deputado. No currículo, constam investigação da CPI do Narcotráfico, cassação e prisão, em 2004, pela Polícia Federal na operação Mamoré, sobre corrupção e contrabando.

Arnaldo Jabor

Continua a caçada para descobrir a origem do dinheiro usado para comprar dossiê
Para ouvir, clique aqui

Na farmácia...

O farmacêutico entra na sua farmácia e nota um homem petrificado, com os olhos esbugalhados, mão na boca, encostado em uma das paredes.
Ele pergunta para o auxiliar:
- Que significa isto. Quem é a pessoa que está encostado naquela parede?
- Ah! É um cliente. Ele queria comprar remédio para tosse. Como está caro e ele não tem dinheiro, vendi para ele um laxante.
- Ficou maluco! Desde quando laxante é bom para tosse?!
- É excelente. Veja o medo que ele tem de tossir!

Nova forma de ganhar dinheiro

Artigo

A OPINIÃO PÚBLICA AINDA EXISTE
Arnaldo Jabor - no Estadão

São duas horas da manhã de segunda feira. Só agora vou escrever este artigo, pois tinha de esperar o resultado da votação.

Estou vagamente irritado, pois escreverei até as cinco da 'matina', mas estou contente, porque a resposta do País foi sensata. Se o Lula fosse eleito no primeiro turno, como ele apregoava aos berros no palanque em S. Bernardo, num show onde ele parecia um Mick Jagger metalúrgico, a vitória seria péssima até para ele.

Se Lula fosse eleito em primeiro turno, estaria consagrada a mentira, o cinismo, a ocultação de provas, a arrogância truculenta dos métodos de campanha. Se Lula fosse eleito no primeiro turno, o País não entenderia seu destino, depois daquela campanha turbulenta, com a gralha do agreste Heloísa berrando slogans dos anos 30, com o Cristovam falando coisas sérias mas inaudíveis. Se Lula fosse eleito de cara, ele começaria um governo do eu-sozinho, sem um programa que o segundo turno vai obrigá-lo a fazer; se eleito fosse, o PT e aliados se sentiriam num clima 'revolucionário', os cutistas e sindicalistas estariam legitimados em suas sabotagens. O sabor de uma vitória em primeiro turno, com tudo ocultado, seria a vitória da violência contra a razão, se consagraria a idéia de que não precisava nem programa de governo, de que bastam as juras de amor ao 'povo', as belezas do analfabetismo e a grandeza da 'sagrada ignorância operária' para justificar um presidente.

Tudo que intelectuais e artistas ignorantes disseram, desde a 'condenação da competência', desde a atribuição dos mensalões a 'uma invenção da mídia', desde os brados boçais de dizer que 'tudo sempre foi assim e que tem mais é que meter a mão na merda' , que democracia é uma 'patranha burguesa para enganar o povo', todas as besteiras impunes que ouvimos nos últimos meses estariam legitimadas, co-honestadas pelo voto bovino e consagrador. O segundo turno será uma psicanálise para o Lula, uma revisão crítica de seu deslumbramento milagreiro, como um Tiradentes ou um Cristo traído. O segundo turno será bom para o Lula voltar à humildade mínima.

Nos últimos meses, houve uma batalha feroz entre marketing e mídia, entre propaganda e imprensa. A democracia estava desmoralizada pelos métodos pós-modernos de escolha. O PT estava vencendo uma revolução ridícula, mas era uma revolução: bolchevistas tardios estavam realizando o sonho secreto dos comunas - desmoralizar a democracia. Tinham imposto à opinião pública a depressão da impotência. Os mensalões, a careca do Valério, os dólares na cueca, o sólido cinismo dos acusados, a inutilidade das provas, tudo estava amortecido na memória, enquanto o 'comandante' proclamava que as 'elites de direita' seriam vencidas. E as 'elites' (quem são?) estariam acoelhadas diante da eufórica vitória populista. Mas, nem precisaram despertar uma direita (quem, se Barbalho e Newtão são aliados? ). Os próprios petistas trapalhões mais uma vez deram uma rasteira em Lula e em si mesmos. A invenção sublime do 'dossier' contra o Serra foi um gol-contra espantoso. Aliás, essa fascinante propensão do PT para destruir as próprias vitórias está a pedir um estudo sério. Freud tem um texto, se não me engano, chamado O Fracasso do Êxito, em que o vitorioso acaba se consumindo de culpa diante do sucesso. Nunca uma hipotética direita foi tão auxiliada por uma ridícula esquerda.

O segundo turno será muito bom para a democracia, pois os candidatos serão obrigados a discutir programas, para além das baixarias inevitáveis.

Agora, o Lula e seus assessores terão de ser democráticos. Os programas serão discutidos e a oposição terá tempo e ânimo para explicar ao 'povo' a cartilha da subversão pela corrupção, explicar como se invocam idéias sérias de grande homens do passado para, hoje, no presente, justificar uma chanchada oportunista de pelegos e bolchevistas aposentados. Será claro como eles pretendiam desconstruir a democracia reconquistada em 1985 em nome de um cadáver desmembrado apelidado de 'socialismo' que, por ser impossível hoje, se degradaria num baixo populismo de direita sob o apelido 'de esquerda'. Agora, o povo vai prestar atenção na disputa, como um Fla-Flu decisivo. Acaba a profusão de times e de caras, acaba a poluição visual dos ratos e toupeiras ganindo no horário eleitoral e teremos um confronto.

Agora, estamos diante do mistério de uma disputa, mas não estamos mais perante o inevitável fracasso dos que venceriam. Antes, eu tinha a certeza do desastre, pela lógica mais óbvia da ciência política, pela banal previsibilidade dos voluntaristas e sindicalistas truculentos. Agora, a racionalidade vai se impor de novo. Idéias vão surgir, provas e autocríticas terão de aparecer. Estamos diante de um momento histórico interessantíssimo. Sei que os chineses dizem: 'Pobres daqueles que vivem um momento histórico interessante'... Talvez, pois os 'grandes momentos' são em geral massacrantes e sanguinários. Mas, não no nosso momento. Veremos um país na mesa posta. Veremos um país dividido sim, não pela irracionalidade, mas entre duas tendências políticas. Um segundo turno nos fez reviver, nos sentimos mais respeitados.

Nós, que andávamos cabisbaixos, não somos mais palhaços manipulados por uma ditadura mole, disfarçada de democrática. Descobrimos, maravilhados, que a opinião pública ainda existe.

Sábado, 7 de Outubro de 2006

Pense

"Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."
Drummond de Andrade

Charge do Roque



Frase

"Lula passou por tudo o que passou dizendo que nunca havia visto, sabido de nada, e as mesmas práticas absurdas e ilegais continuam sendo repetidas no governo do PT."
Deputado Rodrigo Maia(PFL-RJ)

Cesar Maia perguntou:

Mas se Lula sabe tanta coisa assim do governo FHC, por que não sabe nada de seu próprio governo ?

Mais uma pérola do Sr. Luiz Inácio

"Na verdade, não sei quando sou presidente e quando sou candidato..."
Mas, segundo o Zé Simão, coluna de 02.08 é muito fácil definir:

"Quando ele está fazendo merda é presidente; Quando está prometendo merda é candidato."
E arrematou . . .

" Quando ele sabe de tudo, é candidato;Quando ele não sabe de nada, é presidente "

Qualquer semelhança é mera concidência

"Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe."

- Discurso de Cícero, tribuno romano, 42 a.C.

Claudio Humberto

Para algumas pessoas, o governo Lula é tão ruim que, se ganhar de novo, não será um presidente reeleito. Será um presidente repetente.

Mulla

Não treinaram Luiz Inácio e ele repetiu a graça do Judas. Mas foi enfeitar e ficou assim: "Se nem Jesus sabia que Judas iria traí-lo, como eu poderia saber?" Jesus sabia. Em Mateus 26, Cristo aparece dizendo aos seus doze apóstolos: "um de vós me trairá". Luiz Inácio pensa que Jesus era como ele, que não sabia de nada.

Arnaldo Jabor

No pesadelo do dossiê, todos os acusados são absolvidos
Para ouvir clique aqui

Perguntas idiotas? Veja as respostas...

Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te
perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não. - Tô treinando prá morrer!

Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico
pergunta:
- Tá com defeito ?
- Não é que ele estava cansado de ficar em casa
E eu o trouxe para passear.

Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nesta chuva???
- Não, vou sair na próxima...

Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!

Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está ?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa prá lá!

Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho?
- Não! Dei um mergulho no vaso sanitário!

Você está pescando quando alguém passa
e questiona:
- Você pescou todos esses peixes?
- Não! Esses, são peixes suicidas que se atiraram no balde!

Você está em um ponto de parada de ônibus
quando um amigo (será mesmo ?!?) pergunta:
- O que você está fazendo aqui?
- Estou esperando o próximo metrô passar prá ir prá casa!

Você está no caixa e tira um talão de cheques
O caixa olha e pergunta:
- Vai pagar em cheque?
- Não! Vou fazer um poema nessa folhinha!

Você acaba de olhar no relógio e alguém te pergunta:
- Viu as horas?
- Imagina, estava assistindo novela!


Você está indo com uma bola em direção ao campo quando alguém fala:
- Vai jogar?
- Não, vou estourar pipoca!

Você pede para uma pessoa assinar um documento e ela diz:
- Assinar o meu nome?
- Não, assinar a fórmula de Báskara ou o que quiser...

Invenções

Artigo

A memória do burro
Janer Cristaldo - 2 de Outubro de 2006


Recebi não poucas mensagens nas últimas semanas, todas elas transbordando de indignação, contra Lula e o PT. Em uma delas, uma senhora diz ficar pasma "há mais de um ano" ao ligar o televisor. Mas e nos anos anteriores, minha senhora? Não tinha televisor ou tinha e não ficava pasma? Tais mensagens não me convencem. A indignação é tanta que não pode ser tanta. Mais me parecem lágrimas fingidas de quem um dia votou no PT e hoje não ousa confessar que votou.

Indignado, também estou. Mas não é de hoje. Estou indignado há uns bons trinta anos. Antes mesmo de o PT existir, eu denunciava o PT. Explico. O PT nasceu em 1980. Ora, desde 75, quando colunista da Folha da Manhã, em Porto Alegre, eu desfechava minhas baterias contra senhores como Marco Aurélio Garcia, Tarso Genro, Flávio Koutzii, Luiz Pilla Vares, os pais fundadores do partido no Rio Grande do Sul. Sem falar no que escrevi contra a ideologia que os alimentava. Contra o Tarso, o que escrevi daria uma pequena antologia. Que eram todos comunistas, até as pedras da Rua da Praia sabiam. Mas ai de quem dissesse que eram comunistas! Era um infame delator, um reles dedo-duro. Em pleno regime militar, ser comunista servia como escudo protetor.

Entendo que um adolescente, lá pelos anos 80, votasse no PT. Um jovem ainda não teve tempo de ler o necessário para visualizar o DNA do partido. O PT é filho de uma partouse entre a Igreja Católica e os diversos grupos comunistas e anarquistas que vicejavam no Brasil. Conseguiu consolidar-se uma década antes da queda do Muro. Tivesse surgido depois dos anos 90, não teria cacife para chegar ao poder.

Que pobres diabos que se beneficiam de esmolas estatais votem no PT, isto também entendo. O que não se entende é ver pessoas adultas e bem informadas, intelectuais, funcionários públicos e professores universitários votando em um partido que nasce obsoleto, em um candidato tosco e semi-analfabeto. Pior ainda, que ostenta como virtude sua falta de instrução. Verdade que desde fins do século XIX alimentou-se o mito da salvação pelo proletariado. Ora, os eleitores de hoje tiveram mais de um século para constatar que proletários não salvam ninguém. O PT nasceu no Estado mais politizado do país, embalado pela USP e pela Igreja. Por essa mesma USP que foi a grande difusora do marxismo no Brasil e por essa mesma Igreja que o adotou através da sedizente Teologia da Libertação. A eleição de Lula, apoiada pelas elites intelectuais do país em pleno século XXI, significou que estas elites ainda vivem espiritualmente no século XIX.

É corrente afirmar-se que Lula comprou o voto de milhões de miseráveis com a bolsa-família. Claro que comprou. Mas o bolsa-família é extensão e cópia dos programas assistencialistas de Fernando Henrique Cardoso, como o PETI, bolsa-escola, vale-gás. O aprendiz de caudilho gostou da idéia, ampliou-a e deu-lhe novo nome. Em vez de comprar deputados a varejo, preferiu comprar eleitores a granel. O povo tem a memória do burro, dizia Martín Fierro, que nunca olvida onde come. Fernando Henrique Cardoso engendrou Lula. As aposentadorias milionárias concedidas aos bandoleiros que tentaram um dia transformar o país em republiqueta soviética, se hoje oneram o Erário, não são criação de Lula, mas do Príncipe dos Sociólogos.

Lula tem um outro tipo de eleitorado que não ousa declinar o nome de seu candidato. São pessoas que, graças à política de juros do atual governo, enquanto sentam num bar sentem os reais pingando aos punhados em seus investimentos. Não por acaso, Lula foi chamado de pai dos pobres (por alusão a Getúlio Vargas, outro demagogo) e mãe dos banqueiros. Os banqueiros são minoria. Mas os investidores são muitos. Enquanto as bolsas do Ocidente e o Ibovespa gozam de boa saúde, é Lula na cabeça. Não importa que seja tosco. Se o que lucram são as migalhas que caem do banquete dos bancos, estas migalhas constituem razão mais do que suficiente para votar em Lula. É o voto envergonhado. Votar em Lula é feio para uma pessoa de bem. Mas o voto é secreto e ninguém fica sabendo em quem votou a pessoa de bem. Estes senhores quase liquidaram a fatura no primeiro turno.

Conheço não pouca gente que considera um acinte a reeleição de Lula. Penso diferente. Acinte foi sua eleição. Bem ou mal, o Brasil é uma nação dinâmica, com pretensões à modernidade. E houve por bem eleger o rebotalho do socialismo. As eleições foram agora zeradas e assumem um caráter plebiscitário. Não me espantaria que o Supremo Apedeuta as ganhe. Mentir sempre deu mais lucros do que falar a verdade. Tanto que um presidente implicado em toda sorte de falcatruas, diariamente denunciadas na imprensa, conseguiu nada menos que 48 % dos votos. Lula mente a cada palavra que diz, se contradiz a cada dois períodos, se julga um Cristo redivivo a cada acesso de megalomania. Nada disso foi suficiente para que os eleitores o repudiassem. Há quem ache, antes do tempo, que Lula perdeu as eleições. Perdeu o primeiro turno. Por enquanto, continua na posição de vencedor.

Quem perdeu mesmo as eleições foram os institutos de pesquisa. Desde o início da campanha, atribuíram a Lula uma vitória inconteste. Ao acaso: entre 22 e 25 de agosto, em pesquisa feita em 24 Estados, o CNT/Sensus dava a Lula 62,3% das intenções de voto. A três dias das eleições, os institutos Datafolha e Ibope lhe conferiam 53% dos votos válidos. Alckmin, nas pesquisas, só com muito boa vontade chegou aos 30%. Os resultados aí estão: Lula, 48,60 % e Alckmin 41,63 %. As pesquisas, que se pretendem científicas, trabalham sempre com uma margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado superou de longe as margens de erro.

Que ninguém se iluda. País que elegeu um analfabeto pode perfeitamente reelegê-lo. Que me conste, o nível de inteligência nacional não aumentou em nada de 2002 para cá. Não vejo maior vergonha na reeleição de Lula. Vergonha é este senhor ter chegado aonde chegou.

Sexta-feira, 6 de Outubro de 2006

Frase

"É evidente que há uma tentativa de usar dinheiro sujo para comprar provas forjadas. Isso é coisa de bandido. Este não é um governo; é uma quadrilha."
José Carlos Aleluia (PFL-BA), líder da minoria na Câmara, sobre o R$ 1,75 milhão encontrado com o ex-tesoureiro do PT Valdebran Padilha e o advogado Gedimar Passos, que pagariam pelo dossiê contra os tucanos

Charge do Roque



Domingo tem debate, na Band

Pense

"A vida só pode existir se algo ainda é imperfeito e precisa ser aperfeiçoado.
A vida é o esforço de aperfeiçoar o imperfeito. A vida é a ambição de tornar o feio bonito
Algo da imperfeição é um imperativo para a vida existir, para a vida prosseguir crescendo e fluindo."
(Autor desconhecido)

Piada

Um padre, um pastor e um rabino estavam conversando sobre vários assuntos, numa determinada hora sai o começam a conversar sobre dízimos.
E o padre comenta:
- Eu faço um circulo no chão, jogo o dinheiro para cima, o que cai dentro do círculo é da igreja, o que cai fora é meu.
O pastor:
- Uso o mesmo método, porém o que cai dentro é meu.
O rabino:
- Eu jogo o dinheiro para cima, o que Deus pegar é dele...
(O autor esqueceu do petista)

Ajudando a mamãe

Artigo

Quem não ajuda não atrapalha
Percival Puggina


Ano após ano, eleição após eleição, os institutos erram. Erram escandalosa, flagrante e desavergonhadamente. E, nem por isso, deixam de se apresentar no pleito seguinte, como arautos da vontade popular.
Amontoam-se na democracia brasileira problemas conceituais e operacionais. Não estou dizendo que o sistema de governo e as regras do jogo político, incluindo a lei eleitoral, a lei orgânica dos partidos e o sistema de representação estejam longe da perfeição. O que estou afirmando é que estão perto demais da imperfeição absoluta. Há pouca coisa para piorar. Nesse pernicioso contexto, que muito contribui para o desalento popular com a política, para o descrédito da democracia, para a péssima imagem dos que se dedicam à vida pública e para a institucionalização da corrupção, as pesquisas de opinião se atravessam como mais um gravíssimo complicador.

Antes do surgimento das pesquisas, o conteúdo das urnas constituía segredo inviolável. Os votos eram contados depois da eleição. A esperança era a última que morria no coração dos candidatos e seus eleitores. Com a divulgação das pesquisas, os votos são, em tese, somados antes do pleito. Não é mais a convicção do eleitor que determina seu voto. Em incontáveis ocasiões, ele deixa de votar em quem efetivamente deseja ver eleito para optar por quem lhe informam que vai ganhar ou contra quem ele quer ver derrotado. Não é mais a preferência dos contribuintes para as campanhas que determinam doações (sem as quais, no atual modelo, não se mobilizam as máquinas partidárias), mas é a posição dos candidatos nas pesquisas que define o fluxo dos recursos. As pesquisas são as novas senhoras da democracia brasileira.

Ano após ano, eleição após eleição, os institutos erram. Erram escandalosa, flagrante e desavergonhadamente. E, nem por isso, deixam de se apresentar no pleito seguinte, como arautos da vontade popular. Transformam cada eleição numa sucessão de suspeitíssimas eleições, influenciando a opinião pública e determinando votos com força infinitamente superior à qualificação dos candidatos, de suas mensagens e campanhas.

Passado este pleito, cabe indagar: a) o resultado da eleição presidencial seria o mesmo não tivessem as pesquisas assegurado, por tanto tempo e larga margem, a eleição de Lula no primeiro turno? b) Olívio Dutra não está no segundo turno estadual gaúcho graças a um movimento dos eleitores, influenciados pelas pesquisas, que visavam exatamente o contrário? c) em que proporção isso serve à nossa frágil e, por diversas razões, incompetente democracia?

Penso que está na hora de cobrar uma trégua à divulgação de pesquisas eleitorais. Elas se substituem ao desejo do eleitor e se transformaram em novas soberanas da vontade popular. Errar é humano. Errar como erram certos institutos de pesquisa é diabólico.